Escreveu São Boaventura: “Que a caridade te leve a comungar, porque nada há tão eficaz para proporcionar descanso aos que padecem no purgatório”.
A Sagrada Eucaristia como sacramento pode ser de grande alívio para os defuntos, principalmente quando os fiéis vivos se unem para aplicar o fruto de uma Comunhão geral. É uma prática autorizada pela Igreja. A Comunhão dignamente recebida é muito proveitosa para os fiéis defuntos. Quantos atos bons não se praticam numa só Comunhão! Preparação habitual pelo estado de graça que muitas vezes custa tanto ao cristão conservá-lo, preparação próxima pelos atos de fé, esperança e de amor, enfim, os sacrifícios que tornam meritória para os defuntos como sufrágio, a Comunhão. E demais, aquela união íntima da alma com seu Criador e Redentor nos momentos depois da Comunhão, não fazem de quem comunga um mediador entre Deus e as pobres almas, para pedir, com fervor, o alívio dos mortos?
Diz Santo Ambrósio que “a Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos e ao mesmo tempo um banquete”. Logo, a Comunhão pode aliviar os mortos, na opinião do Santo Doutor. São João Crisóstomo chama a Comunhão auxílio dos defuntos. E São Cirilo, o maior auxílio dos defuntos — maximum defunctorum juvamen.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Tem muito mérito o sufrágio às benditas almas.
São Francisco de Sales vê no socorro que prestamos às almas, todas as obras de caridade. “Não é visitar os enfermos, diz o Santo Doutor, obter por nossas orações o alívio das pobres almas que sofrem no purgatório? Não é dar de beber aos que têm sede tão grande da visão de Deus, dar o orvalho da nossa oração às que estão entre as chamas? Não é dar de comer aos que têm fome, ajudá-las pelos meios que a fé nos oferece? Não é verdadeiramente libertar os prisioneiros? Não é vestir os nus e lhes dar uma veste de luz e de glória? Não é dar hospitalidade, dar entrada na Celeste Jerusalém e fazer as almas amigas de Deus e dos Santos, fazendo-as moradoras eternas da Eterna Sião?” [1].
Ora, se Nosso Senhor declara que no dia de Juízo há de dar o céu e uma grande recompensa às obras de caridade, não há de recompensar generosamente estas obras de caridade para com as benditas almas?
Tem muito mérito o sufrágio, o socorro às benditas almas.
Ó, quando vier o dia de Juízo, felizes os que tiverem socorrido as pobres almas! Quanto mérito nesta obra de caridade — o sufrágio dos mortos!
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Vítimas pelas almas
Há muitas almas generosas que chegam ao heroísmo de se oferecerem como vítimas pelas almas do purgatório. É um ato heroico e um meio extraordinário que não podemos aconselhar a todos, mas que só algumas almas generosas com aprovação do confessor e em circunstâncias especiais o poderiam fazer.
Quando Santa Catarina de Sena perdeu o pai, que era um homem de uma piedade edificante, pediu a Nosso Senhor que o levasse logo, sem demora, para o céu e que ela se oferecia para sofrer tudo quanto tivesse ele de padecer no purgatório. “Enviai-me, Senhor, os sofrimentos que deveria padecer meu pai; eu os suportarei por ele!” Este ato generoso e heroico obteve o céu para Giacomo — conta Joergensen. Todos soluçavam na morte do velho e uma alegria imensa invadia a alma da Santa. Ela mesma colocou no caixão o corpo do pai e, inclinada sobre aquela face pálida, murmurava: “Ó, se eu pudesse estar agora onde estás!”.
Um sofrimento horrível invadiu a alma de Santa Catarina de Sena. Era uma dor terrível, acompanhada de uma doce paz. Compreendeu ela que seria a dor das almas do purgatório.
As almas do purgatório nos socorrem
Santa Catarina de Bolonha escrevia: “Quando quero obter com segurança uma graça, recorro às almas padecentes e a graça que suplico sempre me é concedida”.
Daí as expressões do Santo Cura d’Ars, que sempre repito: “Se
soubéssemos quão grande é o poder das santas almas do purgatório e
quantas graças podemos alcançar por sua intercessão, não seriam elas
tão esquecidas”.
Vamos,
pois, tenhamos caridade, tenhamos piedade das pobres almas sofredoras.
Deus não permitirá que sofra muito no purgatório quem neste mundo
socorreu os mortos. Portanto, é de nosso interesse, sufragar os mortos.
A experiência o prova mil vezes quanto a devoção às almas é útil e
vantajosa aos vivos. “O que nós lhes dermos em sufrágios, diz Santo Ambrósio, se muda em graças para nós, e os havemos de achar depois da morte”.
Nas revelações de Santa Brígida lê-se
que a Santa viu um Anjo que descendo ao purgatório para consolar as
almas dizia: Bendito seja aquele que ainda na terra, enquanto vivo,
ajuda as almas do purgatório com orações e boas obras!
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Oremos por todos quantos nos fizeram algum benefício na terra
Sim,
bem sagrados e graves são nossos deveres para com os mortos. Temos
obrigação de justiça e de caridade em sufragar os defuntos. Não bastam
lágrimas, flores, coroas, homenagens póstumas. Tudo isto é mais consolo
para os vivos que alívio para os mortos, dizia Santo Agostinho.
Devemos, pois socorrer os defuntos:
1° — Em razão do parentesco e do sangue.
2° — Por gratidão, aos benfeitores nossos.
3° — Por justiça.
4° — Por caridade.
Próximos mais próximos de
nós, dizia São Francisco de Sales, naturalmente são nossos pais. Não
nos esqueçamos da alma de um pai querido, de uma saudosa mãe. Foram tão
carinhosos e se sacrificaram por nós! Não estarão talvez no purgatório?
Nosso amor filial os canonizou logo
depois da morte e os colocou no céu! Ah! E talvez gemam e sofram no
purgatório. Estão salvos, é verdade, no seio de Deus, entre as santas
almas, porém... são terríveis os sofrimentos do purgatório.
Santa Monica teve o cuidado de recomendar a Santo Agostinho: — Meu filho, não me esqueças no santo altar!
A Igreja tem uma oração especial nas missas de defuntos pelo pai e mãe do sacerdote e que cada fiel pode repetir:
“Ó
Deus, que nos ordenastes que honrássemos o nosso pai e nossa mãe, tende
piedade, pela vossa clemência, das almas de meu pai e de minha mãe, e
perdoai-lhes os seus pecados. Permiti também que eu possa um dia tornar a
encontrá-los”.
Que tocante oração!
Ave Maria
Ave Maria
sexta-feira, 30 de agosto de 2019
Que é o “ato heroico”?
“É o ato que consiste em oferecer à Divina Majestade, em proveito das almas do purgatório, todas as obras satisfatórias que fizermos durante a vida e todos os sufrágios que forem aplicados pela nossa alma depois da nossa morte”.
Como nos ajudar?

A Associação Nossa Senhora do Carmo sendo criada para o Alivio das Almas do Purgatório para a maior Gloria de Deus tem despesas com as missas que mandamos rezar todos os meses. Não pedimos nada dos associados nem dos amigos mas grande ajuda fará aquele que nos ajudar, já que na verdade ajuda as próprias almas. Se você não tem condições de nos ajudar financeiramente pode então dar uma ajuda ainda mais valiosa que é se comprometer a rezar pelas almas benditas e expiar seus pecados pela vida cristã que todos nós devemos levar.
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