sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Pratiquemos o bem!

"Jesus agradece, como feito para si, o que se faz em sufrágio das almas, porque Jesus está nelas.
Assim nô-lo garante a "comunhão dos Santos". Purgatório - Sacramento de amor!

As almas aprendem em Jesus a serem gratas para com Deus e para com aqueles que a sufragam ou reparam as injúrias por elas cometidas. Purgatório - Sacramento de amor !

Quem não aprenderá nestas breves páginas que trazem o aroma do céu pela caridade que espalham, ser piedoso, com verdadeira piedade? Não ter o coração duro e injusto com o próximo, seduzindo-se pela falsa piedade? Quem não procurará seguir a santa razão, receptora das comunicações do Divino
Espírito Santo? Adatar-se aos ditames da razão inocente e bem ordenada que recebe as luzes da divindade? Quem não praticará o bem por amor de Jesus, e a caridade por amor das almas?

Por isso, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem. Aproveitemos o nosso tempo, que é dom de Deus para praticar obras de caridade para com o próximo e de amor para com nosso bom Deus!

Aproveitemos o tempo na prática da verdadeira piedade, nas confissões, comunhões, e santas orações!
Aproveitemos o tempo, sufragando pelas santas almas do purgatório!


O Segredo do Purgatório - Pe Erasmo

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Bem que se faz as Almas, aumenta a graça e gloria e consegue outros benefícios



Pela Caridade, que é rainha das virtudes que te move a fazer este bem aos defuntos, merece a graça de Deus, e terás singular gloria no céu com razão, pois por seu meio retira de penas tão exorbitantes as Almas, que se veem colocadas no eterno descanso, elas são muito chegadas ao Bom Deus, suas filhas e esposas amantíssimas de Cristo e já confirmadas em sua graça, as quais reconhecidas de seus benefícios te alcançarão o aumento da sua. Esta obra como nascida da caridade, não pode deixar de ser aceita por Deus, pois se por dar uma esmola ainda que pobre, se por libertar um cativo do poder dos infiéis, ainda que ambos fossem inimigos de Deus, mereceria a bênção que te oferece no dia do juízo “Vinde benditos de meu Pai, a possuir o Reino dos Céus, que está preparado”, com maior razão o merecerás quando deres esmolas, ou resgatar com suas boas obras aquelas Almas que são filhas de Deus e muito queridas, cativas naquelas masmorras de fogo, não pode o retíssimo juiz deixar de premiar sua ardentíssima caridade, com os graus que corresponde a graça, gloria e afigurando uma vida tranquila e segura, prometendo o perdão de suas culpas nesta vida e a remissão das penas na outra. Aprende pois a utilizar esta arte de socorrer os defuntos, que sobre ser para eles proveitosa será muito  para ti gananciosa. 

Livro "Abogado del purgatorio" Sec XVII

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O bem da Missa e da Esmola juntos

A Santa Missa é de grande auxílio para as almas do Purgatório e junto a esmola é uma poderosíssima ajuda!

Se a esmola é tão preciosa vejamos agora o valor e a importância que São Leonardo de Porto Maurício diz a respeito:


Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores

S. Leonardo de
Porto-Maurício
PARA CONCLUIR esta instrução, refleti que não foi premeditadamente que eu disse anteriormente que uma única Santa Missa, tomada em si e em relação ao seu valor intrínseco, basta para esvaziar inteiramente o Purgatório e abrir a todas as almas, que lá se acham, as portas do Paraíso. Com efeito, este Divino Sacrifício vai em auxílio das almas dos falecidos, não só satisfazendo por suas dívidas como propiciatório, mas ainda obtendo-lhes a libertação, como impetratório. Isto decorrente claramente da conduta da Igreja, que não somente oferece a Santa Missa pelas almas sofredoras, como também insere orações para libertá-las.

Ora, a fim de excitar vossa compaixão por essas santas almas, sabei que o fogo em que estão mergulhados é tão devorador quanto o do próprio Inferno; tal é a opinião de São Gregório. Instrumento da Justiça Divina, ele age sobre as almas com tão grande ardor que lhes causa dores intoleráveis e superiores a todos os suplícios que jamais se pode ver, experimentar ou sequer imaginar aqui na Terra. Muito mais, porém, sofrem elas pela pena de dano, e é a privação da bem-aventurada Visão de DEUS. Elas experimentam, diz São Tomás, uma insuportável angústia, causada pelo desejo que têm de ver o Soberano Bem, desejo que não pode ser satisfeito.

Pois bem, consulta-vos intimamente e respondei à pergunta: Se vísseis vosso pai e vossa mãe a ponto de afogar-se num lago e que para salvá-los vos bastasse estender a mão, não seríeis levados, pela caridade e pela Justiça, a socorrê-los? E então! vedes com os olhos da Fé tantas pobres almas de vossos parentes próximos, queimando vivas num lago de fogo, e não quereis impor-vos um pequeno incômodo para assistir devotamente à uma Santa Missa em seu sufrágio! De que é feito o vosso coração?

Pois quem pode duvidar que a Santa Missa leve um grande auxílio a essas pobres almas? Quanto a isto, ouvi São Jerônimo. Ele vos dirá claramente que, ao celebrar-se a Santa Missa por uma alma do Purgatório, o fogo tão devorante que ordinariamente a consome, suspende sua ação e ela não sofre pena alguma enquanto dura o Sacrifício. Animae quae sunt in Purgatorio pro quibus solet sacerdos in Missa orare, ínterim nullum tormentum sentiunt dum Missa celebratur.

Além disso, afirma que, a cada Santa Missa, muitas almas ficam livres do Purgatório e voam para o Paraíso? Missa celebrata, plures animae exeunt de Purgatorio.

São Pedro Damião
(1007-1072)
Acresce que esta caridade, exercida em favor das pobres almas, redundará inteiramente em vosso proveito. Infinidade de exemplos poderia eu apresentar-vos em apoio desta afirmação. Contentar-me-ei com um fato perfeitamente autêntico, acontecido com São Pedro Damião. Criança ainda, ele perdeu o pai e foi recolhido na casa de um dos irmãos, que o tratava com muita desumanidade a ponto de deixá-lo andar descalço, em andrajos e lhe faltando tudo. Sucedeu que um dia o menino achou, na rua, uma moeda qualquer. Imaginai a sua alegria e como lhe pareceu ter achado um tesouro. Mas em que empregá-lo! A pobreza sugeria-lhe mil projetos. Por fim, depois de refletir longamente, decidiu dar o dinheiro a um sacerdote para que celebrasse uma Santa Missa pelas santas almas do Purgatório. Podeis acreditar: desde então a fortuna mudou para ele. Recolheu-o outro dos irmãos, mais compassivo, que o amou como um filho deu-lhe roupas convenientes, enviou-o à escola, contribuindo assim para que ele se tornasse esse grande homem e grande Santo, ornamento púrpuro e forte sustentáculo da Igreja.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

As almas mais abandonadas


Como já dissemos, os mortos são muito esque­cidos. Os vivos os choram pouco tempo e depois os abandonam para sempre ao esquecimento das sepul­turas, e o que é mais doloroso, ao abandono e esqueci­mento no purgatório. Há no purgatório as almas que chamamos as mais abandonadas. Devem ser inume­ráveis. Por elas nem uma Santa Missa, nem uma ora­ção, nem um sufrágio sequer dos que elas amaram tanto neste mundo, e, quem sabe, encheram de be­nefícios e talvez estejam aproveitando o que deixa­ram aqui em herança e patrimônios. Que dura in­gratidão! Como sofrem estas pobres almas! O es­quecimento dói muito neste mundo. Que diremos no outro, no purgatório! Então, aquelas pobres al­mas parecem gemer, como o profeta Jó: Miseremini mei saltem vos amici mei, quia manus Domini teti­git me! Tende compaixão de mim, tende compaixão de mim, pelo menos vós, meus amigos, porque a mão de Deus me feriu!

Que gemido angustioso! Sim, a mão da Justiça de Deus fere as pobres almas para santificá-las e pu­rificá-las, e elas só dependem de nós. E quando se veem abandonadas dos seus, clamam: pelo menos vós, meus filhos, meus parentes, meus amigos, meus be­neficiados, vós que me amastes na terra!...

Em vão clamam tantas vezes! Não são ouvidas, porque seus amigos e parentes, preocupados com os prazeres, as honras, o dinheiro, as vaidades, nem querem pensar nos mortos, e nem se lembram num ato de fé, que podem seus parentes e seres muito caros estarem nas chamas expiatórias, a sofrer!

Daí o abandono das pobres almas. Há outras po­brezinhas que neste mundo nem deixaram amigos ou parentes. Não têm mesmo quem reze por elas. Po­bres criaturas que deixaram esta vida ignoradas. Quem se lembrará delas?

É verdade que nos desígnios misericordiosos de Deus, muitos sufrágios dos ricos Nosso Senhor apli­ca aos pobrezinhos, segundo dizia a Beata Ana Taigi, que numa revelação viu a alma de um cardeal sem receber no purgatório sufrágios de muitas Missas, porque Nosso Senhor as aplicava pelas almas dos po­brezinhos que morreram e ficaram abandonados. To­davia, não deixa de haver no purgatório almas abandonadas.

Em Fátima, Nossa Senhora pedia orações pelas almas abandonadas. Os pastorinhos rezavam: Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, li­vrai as almas do purgatório, especialmente as mais abandonadas.

É, sem dúvida, uma grande obra de caridade. Quantas graças não podemos alcançar por este ato de caridade tão agradável a Nosso Senhor!

Vamos, pois, tenhamos caridade, tenhamos pie­dade das pobres almas sofredoras. Deus não permi­tirá que sofra muito no purgatório quem neste mun­do socorreu os mortos. Portanto, é de nosso inte­resse sufragar os mortos. A devoção às almas é muito necessária! Milhões de fiéis devem sofrer no purgatório! Se ao invés de flores e túmulos pomposos e gastos inúteis, orassem e fizessem boas obras e oferecessem muitos a santa Missa pelos seus mortos, não haveria tantas pobres almas abandonadas!

Se ao invés de andarem à procura de centros de espiritismo para uma absurda comunicação com os mortos, tantos se lembrassem de que se iludem ou falam com o demônio iludidos e deixam seus parentes e amigos em maiores penas, ai, as pobres almas do purgatório não seriam almas abandonadas...

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Tirai o purgatório, e a justiça seria terrível.

Vemos tantos entes queridos que deixaram esta vida, é verdade, em boas disposições, mas como eram culpados de certas faltas e não haviam feito uma pe­nitência devida, receamos às vezes pela sua salva­ção. Todavia nos diz o coração que não podiam se perder. Eram bons, tinham qualidades apreciáveis, foram talvez caridosos e fizeram algum bem nesta vida. Admitir que estejam no céu depois de tantas faltas e defeitos e ausência de penitência, não o po­demos. Dizer que estejam condenados, é muito duro, e, apesar de tudo, como poderiam ter se perdido al­mas tão caridosas e boas e que fizeram algum bem neste mundo? A idéia do purgatório se impõe neces­sariamente à nossa razão antes de se impor à nos­sa fé.

Escreve o Pe. Faber: “O purgatório explica os enigmas deste mundo. Dá solução a uma multidão de dificuldades. Em face deste sistema, que podería­mos chamar o oitavo e terrível Sacramento do fogo que atinge as almas, às quais os sete sacramentos não deram uma pureza perfeita. O purgatório é uma invenção de Deus para multiplicar os frutos da Pai­xão de nosso Salvador e que Ele estabeleceu preven­do a grande multidão de homens que deveriam mor­rer no amor de Deus, mas num amor imperfeito. Não é uma continuação além-túmulo das misericór­dias prodigalizadas no leito de morte? Isto nos es­clarece tanto e nos faz supor que muitos católicos se salvam, principalmente os que viveram neste mun­do na pobreza, no sofrimento e nas provações”.

O dogma do purgatório também encontra fun­damentos e raízes no coração humano, escreveu Mons. Bougaud. É um intermediário entre a Justiça e a Mi­sericórdia, como o divino auxiliar do amor. Tirai o purgatório, e a justiça seria terrível. Seria inexo­rável. Felizmente, esta aí o purgatório. O Amor in­finito o criou. O purgatório não serve apenas para temperar e satisfazer a justiça. Serve também para dilatar a misericórdia. Serve para explicar a mise­ricórdia de Deus que se contenta, na hora da morte, com um pouco de arrependimento do pecador.

Não é pois consolador pensar na existência do purgatório, pelo qual se poderão salvar tantas almas? A impiedade e a heresia, negando o dogma da expiação além-túmulo, se põem contra a razão. O purgató­rio, diz ainda o célebre Mons. Tiamer Toth, é a melhor resposta aos erros da reencarnação. Há um so­frimento purificador depois desta vida. O cristia­nismo ensinou isto muito antes que as filosofias ne­bulosas do Oriente semeassem na alma do homem moderno o erro da reencarnação, que não tem a seu favor argumento de espécie alguma. Também nós pregamos que há purificação além-túmulo! Esta pu­rificação se faz na justiça de Deus e com o fim de salvar uma alma por toda eternidade e torná-la dig­na da Pureza Infinita, que é Deus. O purgatório é um combate aos erros do espiritismo, porque nos manda orar e sufragar os mortos sem se preocupar em conversar com eles, na certeza de que estão nas Mãos da Divina Justiça e já não podem se comu­nicar com os vivos. Que dogma racional e de quantos erros e superstições nos livra!

sábado, 2 de novembro de 2019

Comemoração de todos os fiéis defuntos - Santo Afonso Maria de Ligório


"Sancta et salubris est cogitatio pro defunctis exorare, ut a peccatis solvantur - É um santo e salutar pensamento orar pelos mortos para que lhe sejam perdoados os seus pecados" (2 Mach. 12,46)

A devoção ás almas do purgatório, que consiste em recomendá-las a Deus para que lhes alivie as grandes penas que padecem e as chame em breve par a sua glória, é muito agradável ao Senhor e utilíssima ao que a pratica. Sim, porque Jesus Cristo ama imensamente essas almas; e posto que a sua justiça inexorável o constranja,por assim dizer, a mostrar-se para com elas Juiz severo, e exigir que sejam limpas de toda a mancha antes de serem admitidas ao céu, no qual não entrará cousa alguma contaminada - Non intrabit aliquod coinquinatum - não deixa isso, todavia, de ser um estado de constrangimento. Jesus suspira pelo momento em que poderá apertar contra o peito as suas santas esposas e coroa-las rainhas do seu reino bemaventurado. - É este um dos motivos pelos quais estabeleceu a comunicação dos santos, quer dizer uma comunicação mutua de bens entre nós e as Igrejas, triunfante e padecente. Além disso impõe-nos Deus o preceito de praticarmos o bem para com os defuntos: Mortuo non prohibeas gratiam - Não impeças que a liberalidade se estende aos mortos.

As santas prisioneiras do purgatório serão gratas aquele que lhes obtém o livramento daquele cárcere, ou ao menos algum alívio das penas e nunca mais se esquecerão daquele que por elas intercedeu. Piamente se pode crer que Deus lhes revele as nossas orações, afim de que elas orem também por nós. - Verdade é que as almas do purgatório não podem rezar para si mesmas, proque ali se acham como condenadas, que satisfazem pelas suas culpas; todavia porque são mui queridas de Deus, podem orar por nós e obter-nos muitas graças.

Quando Santa Catarina de Bolonha desejava obter alguma graça, recorria ás santas almas do purgatório, e logo se via atendida.  Declarou que por intermédio dessas almas alcançou diversas graças que não teria alcançado por intermédio dos Santos. São inúmeras as graças que os devotos afirmam terem obtido pela intercessão das santas almas do purgatório.

Se as almas do purgatório já se mostra agradecidas aos seus devotos, mesmo quando ainda estão penando naquele cárcere, se-lo-ão muito mais depois de entradas na glória celeste. Alcançar-lhes-ão os favores mais assignalados, e especialmente a salvação eterna. - Tenho por certo que uma alma, livre do purgatório pelos sufrágios de algum devoro, uma vez entrada no céu, não deixará de dizer a Deus: Senhor, não permitais que se perca aquele que me livrou do cárcere do purgatório e me fez entrar mais depressa na alegria do vosso Reino.

Avivemos, pois, a vossa devoção para com essas santas prisioneiras. Sobretudo no dia de hoje, em que a Igreja celebra a sua comemoração, apliquemos todas as nossas orações. No decorrer do mês de novembro, que a devoção dos fiéis lhe consagrou, ofereçamos em seu sufrágio alguma esmola, algum jejum ou qualquer outra mortificação. Para o mesmo fim, frequentemos os santos sacramentos e façamos algumas vezes a Via Sacra - Mas sobretudo ouçamos por elas, o mais possível, a santa missa, e, se o permitir a nossa condição, mandemos celebrar alguma missa, que é o sufrágio mais proveitoso ás almas. Afirma São Jeronimo que "cada missa devotamente celebrada faz sair várias almas do purgatório", e em outra parte "as almas que penam no purgatório, pelas qua'is o sacerdote ora durante a celebração da missa, não sentem as penas enquanto durar a celebreção.

Almas benditas, rogai por nós e sempre por vós rogarei; mas já que sois tão queridas de Deus e estais certas de que não o podeis mais perder, rogai por mim, miserável, que estou ainda em perigo de me condenar e de perder a Deus para sempre.


TOMO III - Meditações de Santo Afonso Maria de Ligório para todos os dias do ano

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A Santa Comunhão pelos Defuntos

Escreveu São Boaventura: “Que a caridade te leve a comungar, porque nada há tão eficaz para proporcionar descanso aos que pade­cem no purgatório”.

A Sagrada Eucaristia como sacramento pode ser de grande alívio para os defuntos, principalmente quando os fiéis vivos se unem para aplicar o fruto de uma Comunhão geral. É uma prá­tica autorizada pela Igreja. A Comunhão dignamen­te recebida é muito proveitosa para os fiéis defuntos. Quantos atos bons não se praticam numa só Comu­nhão! Preparação habitual pelo estado de graça que muitas vezes custa tanto ao cristão conservá-lo, pre­paração próxima pelos atos de fé, esperança e de amor, enfim, os sacrifícios que tornam meritória pa­ra os defuntos como sufrágio, a Comunhão. E de­mais, aquela união íntima da alma com seu Criador e Redentor nos momentos depois da Comunhão, não fazem de quem comunga um mediador entre Deus e as pobres almas, para pedir, com fervor, o alívio dos mortos?

Diz Santo Ambrósio que “a Eucaristia é um sa­cramento de descanso e paz para os defuntos e ao mesmo tempo um banquete”. Logo, a Comunhão pode aliviar os mortos, na opinião do Santo Doutor. São João Crisóstomo chama a Comunhão auxílio dos defuntos. E São Cirilo, o maior auxílio dos defuntos — maximum defunctorum juvamen.