"Jesus agradece, como feito para si, o que se faz em sufrágio das almas, porque Jesus está nelas.
Assim nô-lo garante a "comunhão dos Santos". Purgatório - Sacramento de amor!
As almas aprendem em Jesus a serem gratas para com Deus e para com aqueles que a sufragam ou reparam as injúrias por elas cometidas. Purgatório - Sacramento de amor !
Quem não aprenderá nestas breves páginas que trazem o aroma do céu pela caridade que espalham, ser piedoso, com verdadeira piedade? Não ter o coração duro e injusto com o próximo, seduzindo-se pela falsa piedade? Quem não procurará seguir a santa razão, receptora das comunicações do Divino
Espírito Santo? Adatar-se aos ditames da razão inocente e bem ordenada que recebe as luzes da divindade? Quem não praticará o bem por amor de Jesus, e a caridade por amor das almas?
Por isso, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem. Aproveitemos o nosso tempo, que é dom de Deus para praticar obras de caridade para com o próximo e de amor para com nosso bom Deus!
Aproveitemos o tempo na prática da verdadeira piedade, nas confissões, comunhões, e santas orações!
Aproveitemos o tempo, sufragando pelas santas almas do purgatório!
O Segredo do Purgatório - Pe Erasmo
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
O Bem que se faz as Almas, aumenta a graça e gloria e consegue outros benefícios
Pela Caridade, que é rainha das virtudes que te move a fazer
este bem aos defuntos, merece a graça de Deus, e terás singular gloria no céu
com razão, pois por seu meio retira de penas tão exorbitantes as Almas, que se
veem colocadas no eterno descanso, elas são muito chegadas ao Bom Deus, suas
filhas e esposas amantíssimas de Cristo e já confirmadas em sua graça, as quais
reconhecidas de seus benefícios te alcançarão o aumento da sua. Esta obra como
nascida da caridade, não pode deixar de ser aceita por Deus, pois se por dar
uma esmola ainda que pobre, se por libertar um cativo do poder dos infiéis,
ainda que ambos fossem inimigos de Deus, mereceria a bênção que te oferece no
dia do juízo “Vinde benditos de meu Pai, a possuir o Reino dos Céus, que está
preparado”, com maior razão o merecerás quando deres esmolas, ou resgatar com suas
boas obras aquelas Almas que são filhas de Deus e muito queridas, cativas
naquelas masmorras de fogo, não pode o retíssimo juiz deixar de premiar sua ardentíssima
caridade, com os graus que corresponde a graça, gloria e afigurando uma vida
tranquila e segura, prometendo o perdão de suas culpas nesta vida e a remissão
das penas na outra. Aprende pois a utilizar esta arte de socorrer os defuntos,
que sobre ser para eles proveitosa será muito para ti gananciosa.
Livro "Abogado del purgatorio" Sec XVII
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
O bem da Missa e da Esmola juntos
A Santa Missa é de grande auxílio para as almas do Purgatório e junto a esmola é uma poderosíssima ajuda!
Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores
![]() |
| S. Leonardo de Porto-Maurício |
Ora, a fim de excitar vossa compaixão por essas santas almas, sabei que o fogo em que estão mergulhados é tão devorador quanto o do próprio Inferno; tal é a opinião de São Gregório. Instrumento da Justiça Divina, ele age sobre as almas com tão grande ardor que lhes causa dores intoleráveis e superiores a todos os suplícios que jamais se pode ver, experimentar ou sequer imaginar aqui na Terra. Muito mais, porém, sofrem elas pela pena de dano, e é a privação da bem-aventurada Visão de DEUS. Elas experimentam, diz São Tomás, uma insuportável angústia, causada pelo desejo que têm de ver o Soberano Bem, desejo que não pode ser satisfeito.
Pois bem, consulta-vos intimamente e respondei à pergunta: Se vísseis vosso pai e vossa mãe a ponto de afogar-se num lago e que para salvá-los vos bastasse estender a mão, não seríeis levados, pela caridade e pela Justiça, a socorrê-los? E então! vedes com os olhos da Fé tantas pobres almas de vossos parentes próximos, queimando vivas num lago de fogo, e não quereis impor-vos um pequeno incômodo para assistir devotamente à uma Santa Missa em seu sufrágio! De que é feito o vosso coração?
Pois quem pode duvidar que a Santa Missa leve um grande auxílio a essas pobres almas? Quanto a isto, ouvi São Jerônimo. Ele vos dirá claramente que, ao celebrar-se a Santa Missa por uma alma do Purgatório, o fogo tão devorante que ordinariamente a consome, suspende sua ação e ela não sofre pena alguma enquanto dura o Sacrifício. Animae quae sunt in Purgatorio pro quibus solet sacerdos in Missa orare, ínterim nullum tormentum sentiunt dum Missa celebratur.
Além disso, afirma que, a cada Santa Missa, muitas almas ficam livres do Purgatório e voam para o Paraíso? Missa celebrata, plures animae exeunt de Purgatorio.
![]() |
| São Pedro Damião (1007-1072) |
terça-feira, 5 de novembro de 2019
As almas mais abandonadas
Como já dissemos, os mortos são muito esquecidos. Os vivos os choram pouco tempo e depois os abandonam para sempre ao esquecimento das sepulturas, e o que é mais doloroso, ao abandono e esquecimento no purgatório. Há no purgatório as almas que chamamos as mais abandonadas. Devem ser inumeráveis. Por elas nem uma Santa Missa, nem uma oração, nem um sufrágio sequer dos que elas amaram tanto neste mundo, e, quem sabe, encheram de benefícios e talvez estejam aproveitando o que deixaram aqui em herança e patrimônios. Que dura ingratidão! Como sofrem estas pobres almas! O esquecimento dói muito neste mundo. Que diremos no outro, no purgatório! Então, aquelas pobres almas parecem gemer, como o profeta Jó: Miseremini mei saltem vos amici mei, quia manus Domini tetigit me! Tende compaixão de mim, tende compaixão de mim, pelo menos vós, meus amigos, porque a mão de Deus me feriu!
Que gemido angustioso! Sim, a mão da Justiça de Deus fere as pobres almas para santificá-las e purificá-las, e elas só dependem de nós. E quando se veem abandonadas dos seus, clamam: pelo menos vós, meus filhos, meus parentes, meus amigos, meus beneficiados, vós que me amastes na terra!...
Em vão clamam tantas vezes! Não são ouvidas, porque seus amigos e parentes, preocupados com os prazeres, as honras, o dinheiro, as vaidades, nem querem pensar nos mortos, e nem se lembram num ato de fé, que podem seus parentes e seres muito caros estarem nas chamas expiatórias, a sofrer!
Daí o abandono das pobres almas. Há outras pobrezinhas que neste mundo nem deixaram amigos ou parentes. Não têm mesmo quem reze por elas. Pobres criaturas que deixaram esta vida ignoradas. Quem se lembrará delas?
É verdade que nos desígnios misericordiosos de Deus, muitos sufrágios dos ricos Nosso Senhor aplica aos pobrezinhos, segundo dizia a Beata Ana Taigi, que numa revelação viu a alma de um cardeal sem receber no purgatório sufrágios de muitas Missas, porque Nosso Senhor as aplicava pelas almas dos pobrezinhos que morreram e ficaram abandonados. Todavia, não deixa de haver no purgatório almas abandonadas.
Em Fátima, Nossa Senhora pedia orações pelas almas abandonadas. Os pastorinhos rezavam: Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, livrai as almas do purgatório, especialmente as mais abandonadas.
É, sem dúvida, uma grande obra de caridade. Quantas graças não podemos alcançar por este ato de caridade tão agradável a Nosso Senhor!
Vamos, pois, tenhamos caridade, tenhamos piedade das pobres almas sofredoras. Deus não permitirá que sofra muito no purgatório quem neste mundo socorreu os mortos. Portanto, é de nosso interesse sufragar os mortos. A devoção às almas é muito necessária! Milhões de fiéis devem sofrer no purgatório! Se ao invés de flores e túmulos pomposos e gastos inúteis, orassem e fizessem boas obras e oferecessem muitos a santa Missa pelos seus mortos, não haveria tantas pobres almas abandonadas!
Se ao invés de andarem à procura de centros de espiritismo para uma absurda comunicação com os mortos, tantos se lembrassem de que se iludem ou falam com o demônio iludidos e deixam seus parentes e amigos em maiores penas, ai, as pobres almas do purgatório não seriam almas abandonadas...
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Tirai o purgatório, e a justiça seria terrível.
Vemos tantos entes queridos que deixaram esta vida, é verdade, em boas disposições, mas como eram culpados de certas faltas e não haviam feito uma penitência devida, receamos às vezes pela sua salvação. Todavia nos diz o coração que não podiam se perder. Eram bons, tinham qualidades apreciáveis, foram talvez caridosos e fizeram algum bem nesta vida. Admitir que estejam no céu depois de tantas faltas e defeitos e ausência de penitência, não o podemos. Dizer que estejam condenados, é muito duro, e, apesar de tudo, como poderiam ter se perdido almas tão caridosas e boas e que fizeram algum bem neste mundo? A idéia do purgatório se impõe necessariamente à nossa razão antes de se impor à nossa fé.
Escreve o Pe. Faber: “O purgatório explica os enigmas deste mundo. Dá solução a uma multidão de dificuldades. Em face deste sistema, que poderíamos chamar o oitavo e terrível Sacramento do fogo que atinge as almas, às quais os sete sacramentos não deram uma pureza perfeita. O purgatório é uma invenção de Deus para multiplicar os frutos da Paixão de nosso Salvador e que Ele estabeleceu prevendo a grande multidão de homens que deveriam morrer no amor de Deus, mas num amor imperfeito. Não é uma continuação além-túmulo das misericórdias prodigalizadas no leito de morte? Isto nos esclarece tanto e nos faz supor que muitos católicos se salvam, principalmente os que viveram neste mundo na pobreza, no sofrimento e nas provações”.
O dogma do purgatório também encontra fundamentos e raízes no coração humano, escreveu Mons. Bougaud. É um intermediário entre a Justiça e a Misericórdia, como o divino auxiliar do amor. Tirai o purgatório, e a justiça seria terrível. Seria inexorável. Felizmente, esta aí o purgatório. O Amor infinito o criou. O purgatório não serve apenas para temperar e satisfazer a justiça. Serve também para dilatar a misericórdia. Serve para explicar a misericórdia de Deus que se contenta, na hora da morte, com um pouco de arrependimento do pecador.
Não é pois consolador pensar na existência do purgatório, pelo qual se poderão salvar tantas almas? A impiedade e a heresia, negando o dogma da expiação além-túmulo, se põem contra a razão. O purgatório, diz ainda o célebre Mons. Tiamer Toth, é a melhor resposta aos erros da reencarnação. Há um sofrimento purificador depois desta vida. O cristianismo ensinou isto muito antes que as filosofias nebulosas do Oriente semeassem na alma do homem moderno o erro da reencarnação, que não tem a seu favor argumento de espécie alguma. Também nós pregamos que há purificação além-túmulo! Esta purificação se faz na justiça de Deus e com o fim de salvar uma alma por toda eternidade e torná-la digna da Pureza Infinita, que é Deus. O purgatório é um combate aos erros do espiritismo, porque nos manda orar e sufragar os mortos sem se preocupar em conversar com eles, na certeza de que estão nas Mãos da Divina Justiça e já não podem se comunicar com os vivos. Que dogma racional e de quantos erros e superstições nos livra!
sábado, 2 de novembro de 2019
Comemoração de todos os fiéis defuntos - Santo Afonso Maria de Ligório
"Sancta et salubris est cogitatio pro defunctis exorare, ut a peccatis solvantur - É um santo e salutar pensamento orar pelos mortos para que lhe sejam perdoados os seus pecados" (2 Mach. 12,46)
A devoção ás almas do purgatório, que consiste em recomendá-las a Deus para que lhes alivie as grandes penas que padecem e as chame em breve par a sua glória, é muito agradável ao Senhor e utilíssima ao que a pratica. Sim, porque Jesus Cristo ama imensamente essas almas; e posto que a sua justiça inexorável o constranja,por assim dizer, a mostrar-se para com elas Juiz severo, e exigir que sejam limpas de toda a mancha antes de serem admitidas ao céu, no qual não entrará cousa alguma contaminada - Non intrabit aliquod coinquinatum - não deixa isso, todavia, de ser um estado de constrangimento. Jesus suspira pelo momento em que poderá apertar contra o peito as suas santas esposas e coroa-las rainhas do seu reino bemaventurado. - É este um dos motivos pelos quais estabeleceu a comunicação dos santos, quer dizer uma comunicação mutua de bens entre nós e as Igrejas, triunfante e padecente. Além disso impõe-nos Deus o preceito de praticarmos o bem para com os defuntos: Mortuo non prohibeas gratiam - Não impeças que a liberalidade se estende aos mortos.
As santas prisioneiras do purgatório serão gratas aquele que lhes obtém o livramento daquele cárcere, ou ao menos algum alívio das penas e nunca mais se esquecerão daquele que por elas intercedeu. Piamente se pode crer que Deus lhes revele as nossas orações, afim de que elas orem também por nós. - Verdade é que as almas do purgatório não podem rezar para si mesmas, proque ali se acham como condenadas, que satisfazem pelas suas culpas; todavia porque são mui queridas de Deus, podem orar por nós e obter-nos muitas graças.
Quando Santa Catarina de Bolonha desejava obter alguma graça, recorria ás santas almas do purgatório, e logo se via atendida. Declarou que por intermédio dessas almas alcançou diversas graças que não teria alcançado por intermédio dos Santos. São inúmeras as graças que os devotos afirmam terem obtido pela intercessão das santas almas do purgatório.
Se as almas do purgatório já se mostra agradecidas aos seus devotos, mesmo quando ainda estão penando naquele cárcere, se-lo-ão muito mais depois de entradas na glória celeste. Alcançar-lhes-ão os favores mais assignalados, e especialmente a salvação eterna. - Tenho por certo que uma alma, livre do purgatório pelos sufrágios de algum devoro, uma vez entrada no céu, não deixará de dizer a Deus: Senhor, não permitais que se perca aquele que me livrou do cárcere do purgatório e me fez entrar mais depressa na alegria do vosso Reino.
Avivemos, pois, a vossa devoção para com essas santas prisioneiras. Sobretudo no dia de hoje, em que a Igreja celebra a sua comemoração, apliquemos todas as nossas orações. No decorrer do mês de novembro, que a devoção dos fiéis lhe consagrou, ofereçamos em seu sufrágio alguma esmola, algum jejum ou qualquer outra mortificação. Para o mesmo fim, frequentemos os santos sacramentos e façamos algumas vezes a Via Sacra - Mas sobretudo ouçamos por elas, o mais possível, a santa missa, e, se o permitir a nossa condição, mandemos celebrar alguma missa, que é o sufrágio mais proveitoso ás almas. Afirma São Jeronimo que "cada missa devotamente celebrada faz sair várias almas do purgatório", e em outra parte "as almas que penam no purgatório, pelas qua'is o sacerdote ora durante a celebração da missa, não sentem as penas enquanto durar a celebreção.
Almas benditas, rogai por nós e sempre por vós rogarei; mas já que sois tão queridas de Deus e estais certas de que não o podeis mais perder, rogai por mim, miserável, que estou ainda em perigo de me condenar e de perder a Deus para sempre.
TOMO III - Meditações de Santo Afonso Maria de Ligório para todos os dias do ano
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
A Santa Comunhão pelos Defuntos
Escreveu São Boaventura: “Que a caridade te leve a comungar, porque nada há tão eficaz para proporcionar descanso aos que padecem no purgatório”.
A Sagrada Eucaristia como sacramento pode ser de grande alívio para os defuntos, principalmente quando os fiéis vivos se unem para aplicar o fruto de uma Comunhão geral. É uma prática autorizada pela Igreja. A Comunhão dignamente recebida é muito proveitosa para os fiéis defuntos. Quantos atos bons não se praticam numa só Comunhão! Preparação habitual pelo estado de graça que muitas vezes custa tanto ao cristão conservá-lo, preparação próxima pelos atos de fé, esperança e de amor, enfim, os sacrifícios que tornam meritória para os defuntos como sufrágio, a Comunhão. E demais, aquela união íntima da alma com seu Criador e Redentor nos momentos depois da Comunhão, não fazem de quem comunga um mediador entre Deus e as pobres almas, para pedir, com fervor, o alívio dos mortos?
Diz Santo Ambrósio que “a Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos e ao mesmo tempo um banquete”. Logo, a Comunhão pode aliviar os mortos, na opinião do Santo Doutor. São João Crisóstomo chama a Comunhão auxílio dos defuntos. E São Cirilo, o maior auxílio dos defuntos — maximum defunctorum juvamen.
A Sagrada Eucaristia como sacramento pode ser de grande alívio para os defuntos, principalmente quando os fiéis vivos se unem para aplicar o fruto de uma Comunhão geral. É uma prática autorizada pela Igreja. A Comunhão dignamente recebida é muito proveitosa para os fiéis defuntos. Quantos atos bons não se praticam numa só Comunhão! Preparação habitual pelo estado de graça que muitas vezes custa tanto ao cristão conservá-lo, preparação próxima pelos atos de fé, esperança e de amor, enfim, os sacrifícios que tornam meritória para os defuntos como sufrágio, a Comunhão. E demais, aquela união íntima da alma com seu Criador e Redentor nos momentos depois da Comunhão, não fazem de quem comunga um mediador entre Deus e as pobres almas, para pedir, com fervor, o alívio dos mortos?
Diz Santo Ambrósio que “a Eucaristia é um sacramento de descanso e paz para os defuntos e ao mesmo tempo um banquete”. Logo, a Comunhão pode aliviar os mortos, na opinião do Santo Doutor. São João Crisóstomo chama a Comunhão auxílio dos defuntos. E São Cirilo, o maior auxílio dos defuntos — maximum defunctorum juvamen.
Assinar:
Postagens (Atom)







